domingo, 27 de março de 2016

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Santo Agostinho


A Morte não é Nada

A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me deem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir

daquilo que nos fazia rir juntos..
  
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Por que eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
De suas vistas?
 
Eu não estou longe,
Apenas estou
Do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
A vida continua, linda e bela

Como sempre foi.


 

De volta ...


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Chega

Chega (não é pelos 20 centavos)

Chega de impunidade.
Chega de desigualdade.
Chega, todo mundo tá chegando,
Não é pelos 20 centavos que estamos lutando

Chega de não ter casa pra morar.
Chega de não ter grana pra pagar.
Chega, o povo não está brincando.
Não é pelos 20 centavos que estamos lutando

Chega! Todo mundo vai pra rua!
Chega! Você vai ficar na sua?
Chega! É uma falta de respeito!
Cante forte por seus direitos!

Brasil está na tua hora!
Brasil tem que ser agora!
Não é só pelos 20 centavos que estamos lutando

Brasil pinta sua cara!
Brasil é uma chance rara!
Não é só pelos 20 centavos que estamos lutando

Chega, todo mundo quer saúde.
Chega, vamos mudar de atitude.
Chega, não estamos aguentando!
Não é só pelos 20 centavos que estamos lutando

Chega, diga não a violência.
Chega, diga não ao vandalismo.
Não estamos aprovando,
é pela paz no país que estamos marchando.

Chega, precisamos de escolas!
Não se vive só de bola!
É o povo brasileiro que sustenta o país inteiro

Brasil está na tua hora!
Brasil tem que ser agora!
Não é só pelos 20 centavos que estamos lutando
Brasil, pinta sua cara!
Brasil é uma chance rara!

Não é só pelos 20 centavos que estamos lutando!
Você está muito enganado, se é isso que está pensando.

CRÉDITOS
Autoria: Seu Jorge, Pretinho da Serrinha e Gabriel Moura

sábado, 4 de maio de 2013

Meu cantinho ficou "abandonado" por mais de um ano. Muito a contar... pouco tempo para estar no computador...
Mas aqui estamos de volta... Tentando fazer possíveis os sonhos impossíveis... Contornando as pedras do caminho...
Contabilizando os erros e acertos... Vivendo as saudades... Procurando não sofrer com as ausências... Comemorando as presenças... Procurando viver em vez de deixar a vida passar... E aí vamos nós...
 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Havana é aqui

Recorrer ao argumento da ilegalidade jurídica para estabelecer limites e deveres sem contestação é prática utilizada por políticos e pelo poder econômico para subsidiar atitudes arbitrárias.

Esses feudos criaram a subclasse de trabalhadores sem instrumentos reivindicatórios comuns aos demais. Estabeleceram critérios semelhantes aos dos regimes escravocratas, onde as regras eram unilaterais ditadas pelos proprietários dos escravos.

Invocar a ilegitimidade de movimentos sociais baseados na função exercida é tratar de maneira simplória e irresponsável parte da sociedade que se submete a processos seletivos cada vez mais complexos, com finalidade de produzir o bem social público.

A greve é ato supremo e todas causam danos sociais. Ocorre que, nas greves dos bancários, dos petroleiros, do judiciário, entre outras, seus líderes não são tratados como bandidos, não são presos em presídios de segurança máxima.

Prender líderes trabalhistas em presídios se assemelha às práticas adotadas pelo regime político cubano; por isso, a dificuldade dos políticos brasileiros em questioná-lo perante a comunidade mundial. Em uma sociedade justa todos deveriam ter direito a manifestação pública. Todos.

Ninguém faz greve para sensibilizar empreiteiros a bancarem um final de semana na Bahia, ou para promover o caos, pois o caos já está estabelecido há muitos anos.

Diante da vestimenta de paladinos sociais aos nossos governantes tudo é permitido, surfam impunemente protegidos por regimes especiais, criam patrimônios pessoais absolutamente incompatíveis com seus rendimentos formais. São inimputáveis, blindados por parte da imprensa preocupada apenas com suas atividades comerciais.

A retórica de que policiais ao ingressarem no serviço público têm o conhecimento que não podem participar de movimentos grevistas é típica dos descompromissados com a realidade, em todos os sentidos. Fingem desconhecer que normas sociais, quando não estabelecem o equilíbrio, são mutáveis.

Não fosse assim ainda hoje existiriam trabalhos escravos formais; mulheres sem direito a voto; o espiritismo seria contravenção; a ditadura militar seria nosso regime de governo, etc. Se a sociedade é mutante, novas normas sociais se estabelecem em movimentos que se iniciam na “clandestinidade”.

Durante o regime militar sequestros de diplomatas, assaltos a bancos, e outros atos que hoje deploramos foram praticados por pessoas que se posicionavam contrárias à ditadura, e de alguma forma contribuíram para modificar o modelo de governo brasileiro.

São hipócritas as considerações de políticos e parte da impressa que passam a imagem de vândalos para cidadãos que teimam em atuar em estruturas falidas, que estabelecem critérios indignos operacionais sem questionamentos, inclusive os remuneratórios.

Para aquele que entende que prender líderes de movimentos sociais é uma vitória da democracia, e que a ordem social está estabelecida, parabéns. Tudo voltou ao normal.

O patrocínio do carnaval está garantido, o atendimento hospitalar continuará a promover desespero, o ensino continuará a produzir analfabetos e eleitores fiéis.

As políticas de segurança continuarão a prender lideranças, os policiais e bombeiros continuarão despreparados e desestimulados, mas, subservientes às normas militares que os fazem cidadãos de segunda categoria, sem direitos reivindicatórios, sem o direito de promover o sustentáculo social de suas famílias.

No fundo não somos diferentes de outros regimes de fachada que idolatra a liberdade de expressão e a democracia quando é conveniente.

Havana é aqui. Arriba, arriba... pão e circo (BBB) para todos.

As sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso. As democracias reconhecem que chegar a um consenso requer compromisso e que isto nem sempre é realizável. Nas palavras de Mahatma Gandhi, “a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático”.

Jorge Luiz

Semovente estadual

E que Deus tenha piedade de nós.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu apoio

Enquanto meus herois são transformados em bandidos, os verdadeiros bandidos andam á solta, nossas casas, para terem segurança se cercam de grades, como se bandidos fôssemos nós... enquanto o vergonhoso salário de médicos, professores, bombeiros, policiais se aumentados levariam o país a falência, deputados, vereadores, senadores se aumentam num verdadeiro trem da alegria bancado pelo mau uso dos impostos que pagamos... Lamentável... Minha simpatia e solidariedade aos bombeiros e policiais - civis e militares - que não têm condições decentes de trabalho e mesmo sendo tratados como bandidos e tendo aviltado o seu direito de cidadania continuam a defender a população...







domingo, 18 de dezembro de 2011


Tudo passa

A cada momento podes recomeçar uma tarefa edificante que  ficou interrompida. Nunca é tarde para fazê-lo;
todavia, é muito danoso não lhe dar prosseguimento.
Parar uma atividade por motivos superiores às forças é fenômeno natural.
Deixá-la ao abandono é falência moral.
A vida é constituída de desafios constantes.
Sai-se de um para outro em escala ascendente de valores e conquistas intelecto-morais.
Sempre há que se começar a vida de novo.
Uma decepção que parece matar as aspirações superiores; um insucesso que se afigura como um desastre total; um ser querido que morreu e deixou uma lacuna impreenchível; uma enfermidade cruel que esfacelou as resistências; um vício que, por pouco, não conduziu à loucura; um prejuízo financeiro que anulou todas as futuras aparentes possibilidades; uma traição que poderia ter-te levado ao suicídio, são apenas motivos para recomeçar de novo e nunca para se desistir de lutar.
Não houvesse esses fenômenos negativos na convivência humana, no atual estágio de desenvolvimento das criaturas, e os estímulos para o progresso e a libertação seriam menores.
Colhido nas malhas de qualquer imprevisto ou já esperado  problema aterrador, tem calma e medita, ao invés de te deixares arrastar pela convulsão que se irá estabelecer.
Refugia-te na oração, a fim de ganhares força e inspiração divina.
Como tudo passa, isto também passará, e, quando tal acontecer, faze teu recomeço,
a princípio, com cautela, parcimonioso, até que te reintegre novamente na ação plenificadora.
Teu recomeço é síndrome de próxima felicidade. 
[Joanna de Angelis]
[Divaldo P. Franco]